terça-feira, 22 de setembro de 2009

Minha metade, amor por inteiro!

Minha amiga, és meu tesouro!
Experimento contigo ser uma só, desde sempre e para sempre.
Em todas as áreas, sejam na vida ou mesmo na geografia, nosso elo de alma é abraço sem medidas. Amo-te!
Transcendente para alimentar minhas idéias, meu aconchego para acalentar os sonhos - vividos ou não - e toda a cor para alimentar as conquistas nos nossos caminhos.Estar contigo é estar em mim.

Minha amiga, feliz aniversário!!!
Beijo da Bela

Minha Amada Amiga Ana escreveu pra mim:

Bela, metade de mim

Hoje o domingo é pra abraçar a minha amiga Bela.
Amiga que eu importei da infância pra trabalhar comigo depois de tantos anos separadas pelos descaminhos. A pessoa que cuida da gestão de uma filial da minha empresa. Que cuida dos meus pensamentos, e que aposta comigo, em qualquer projeto.
Que está do outro lado do mapa, mas do mesmo lado da alma.
Com quem eu canto Maria Gadú " Quando mentir for preciso, poder falar a verdade..."
Minha amiga, feliz aniversário.

http://amongaeaexecutiva.blogspot.com/


Ana, minha metade, amor por inteiro!
Feliz aniversário pra ti também!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Encontrei no blog: http://insanidadeemocional.blogspot.com/

Aquela dança...

Não sei nem por onde começar este relato... Foi tão magnífico o que presenciei, que não há palavra no mundo capaz de descrever este sentimento. Começou como um dia comum, ela procedeu da maneira habitual, nada demais. Executou as tarefas de sempre, porém neste dia ela resolveu fazer algo que considerava esquecido. Encaminhou-se até o som e tocou sua música... Naquele momento, esqueci quem ela realmente era e a arrogância que a temperava. Não era mais ela... transcendeu. Integrou-se a melodia, vestindo-a de movimentos. Mulher, que bonitas as suas cores! Queria que soubesse: o transe que se apoderou de ti, fez vítimas. Observando aquele acontecimento, senti minha alma ganhando forma, irradiando luz. Quando você dançou, esqueci quem eu era. Tive a sensação de ter nascido naquele instante e a primeira cena presenciada por meus olhos: sua dança. Hoje creio... uma sincronia de movimentos encobre o mundo lá fora, veta as dores e as mágoas... e faz da morte, uma mera ilusão.

Por Bela:

Impressionou-me.
Sensação que irá com certeza perdurar, sem medidas.
Obrigada.
Partilho com vocês.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Corações ainda sensíveis...

Amar nos faz mais fortes?

Segundo Lao Tsé: "Amar nos dá força e ser amado nos dá coragem."

Trago aqui essa expressão para saber qual é a opinião de vocês...

Hoje li em um outro blog que nossos corações já não se abalam mais com "expressões de amor", como acontecia lá pelo início do século passado. E a justificativa do autor se baseava em que as experiências com as guerras, o holocausto, câncer, etc, teriam tornado nossos corações menos sensíveis, e nossa emocionalidade seria menos "vulnerável" às sutis manifestações e necessidades naturais do amor...

O que você pensa a respeito disso?
E o que você "sente"?

Sofrer ou reconhecer o sofrimento pode chegar a nos tornar "imunes" a novas dores emocionais?

Amar e chegar a sofrer por amor nos tornaria menos amantes ou menos confiantes ou esperançosos, ou mesmo menos "românticos"?

Tomara que não...

Por outro lado, me pergunto: será que as confusões não surgem quando "racionalizamos" demais?

Se algo pode chegar a "concretar" um coração, é uma mente que deixou de acreditar naquilo que a alma outrora fez gritar...

Ame, mesmo que pareça loucura. Amar é transcendência da mente mesmo.

Perder a sensibilidade parece ser resultado de um trabalho árduo que muitos fazem desde a tenra idade, auxiliados por pais e mestres opressores. Chegamos ao ponto de desistir de nossos sonhos quando parecem ser "contrários às normas da sociedade".

A razão deveria ser nosso instrumento para construir caminhos onde nossos sonhos possam se realizar. Com amor, e por amor, sempre.

Pense se você não anda "boicotando" seus próprios sonhos?

terça-feira, 14 de julho de 2009

Escolhas...

Felicidade é uma escolha

Entre dar e receber
Entre querer e merecer
Entre olhar e realmente ver
Entre descobrir e proteger
Entre sentir e ser

Entre viver ou não
Esse amor que nos toma.

sábado, 20 de junho de 2009

É... estamos num estranho estado entre uma sensibibilidade à flor da pele...
e um raciocínio que esfria tantos impulsos sensíveis.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Somos o resultado de nossas experiências? Até que ponto o ambiente pode determinar quem somos?

Quando nós surgimos? Quando foi nosso primeiro momento?

Poderíamos discutir esse questionamento sob várias abordagens, mas vamos escolher uma agora. Biologicamente, nosso primeiro instante seria o momento da nossa fecundação. Tudo ao nosso redor “conspirou em favor” para esse primeiro encontro, esse primeiro “acerto no alvo”.

Ok. E agora?

Esse “mar” onde estamos imersos desde aquele momento é nosso meio, o ambiente ao redor dos limites do corpo. Ele pode nos alimentar e nos fortalecer, mas também é nele que podemos nos afogar. O que precisamos descobrir para saber navegar em suas ondas, passar pelos “tsunamis” e aprender a flutuar nesse balanço, aproveitando também o calor do sol e a brisa dos dias de calmaria?

O que precisamos descobrir para não perder o “equilíbrio” diante de toda essa “impermanência da vida”?

Aprendemos a viver vivendo. Mas, quanto realmente somos afetados pelas nossas experiências? Desde quando e por que nós somos como somos e o que está posto à prova a cada momento?

Quanto somos de fato “vulneráveis” ao que nos acontece?

Cientistas tentam desvendar os efeitos do ambiente sobre nossa formação, naquela época em que ainda estávamos no útero de nossas mães e logo depois, durante os primeiros meses e anos de vida. Nesse período, os filhotes em geral, inclusive nossos bebês, estão se desenvolvendo e organizando as circuitarias cerebrais, as vias e as conexões que estabelecerão o modo de “pensar e agir” perante as situações. Sendo assim, os bebês devem ser cuidados, alimentados e protegidos para que se desenvolvam bem. Enquanto mães e pais estão cuidando e defendendo seus filhos, estes não precisam fazê-lo sozinhos e, assim, podem se dedicar a sua organização e crescimento. Caso a relação entre pais e filhos seja abalada, pode haver impacto sobre o desenvolvimento e também consequências para os filhos.

Em laboratório, filhotes de ratos recém-nascidos afastados do contato com a mãe, uma vez por dia durante os primeiros dias de vida, podem apresentar na fase adulta alterações em comportamentos “programados pelo instinto”. O mais impressionante dessas descobertas é que as mudanças são observadas em reações que ocorrem naturalmente e se repetem há muitas e muitas gerações. Ou seja, deveriam estar firmemente determinadas e não serem passíveis de influências “circunstanciais”. Por exemplo, ratos naturalmente têm medo de gatos. O reconhecimento do predador desencadeia em um rato uma sequência bastante organizada de reações: primeiro, tenta fugir; se não pode, fica completamente imóvel, provavelmente para passar despercebido; e, no caso de o predador tentar atacá-lo, ataca também, o que parece a resposta mais desesperada por sobrevivência: o confronto em luta.

Bem, quando adultos, aqueles animais que na infância passaram por experiências estressantes não apresentam essas mesmas reações perante o predador. Em um dos modelos mais comuns, os filhotes são mantidos no contato da luva na mão do experimentador, durante alguns poucos minutos por dia, nas duas primeiras semanas de vida. Na presença de um gato, esses ratos podem chegar até a estabelecer contato direto, aparentemente sem medo algum. Muitas vezes, até os gatos se “espantam” diante de tão “inesperada” atitude dos ratos. E, em outro momento, quando postos diante de um parceiro sexual, ao invés de apresentarem intenso comportamento reprodutivo, os animais precocemente estressados chegam a repelir o parceiro. Inclusive, podem até se tornar estéreis. Imagine!

O que será que o estresse na infância provocou nesses ratos, que chegou a produzir uma “nova programação” em seu comportamento? E, o mais grave, essas modificações podem trazer péssimas perspectivas a sobrevivência e manutenção para esses animais. Aquela experiência aversiva precoce parece provocar um abalo no “sistema de auto-preservação” desses indivíduos.

Recentemente, tem-se questionado se essas alterações citadas seriam permanentes ou estáveis. Já é sabido, por exemplo, que o impacto do estresse pode ser mesmo diferente dependendo da fase da vida em que ocorre. Enfim, tentamos comparar o que observamos em laboratório com o que acontece na vida fora dos limites “controlados”.

Como as nossas experiências nos influenciam, desde nosso desenvolvimento até nosso funcionamento ao longo da vida? Como nós, humanos, reagimos em situações que nos ameaçam? O que determina nossas tomadas de decisão, nossas escolhas, nossas respostas? O quanto somos capazes de nos “regenerar” a cada experiência traumática? Por outro lado, o quanto nos tornamos melhores ou mais felizes a cada experiência boa na vida?

Observe que novas experiências podem modificar o efeitos deixados por anteriores. Ou seja, não somos afetados permanentemente por uma ou outra experiência, mas nos transformamos, a cada nova experiência. E isso acontece quando aprendemos com cada situação que experimentamos. E assim vamos construindo a nós mesmos, ou pelo menos nos descobrindo mais.

Considere uma reflexão: a vida pode até ser, sim, como “um mar de rosas”... afinal, rosas - tão macias e perfumadas - também têm lá seus espinhos. Ou pode ser como uma trilha bastante irregular, com suas curvas, elevadas e depressões... Faz parte.

Tudo se aproveita, de tudo o que a vida nos oferece. Mas, não há porque carregar junto todas as “pedras” que encontramos pelo caminho. Aprendamos com elas. Podemos nos fortalecer, como o atleta que levanta pesos e aumenta sua força física.

Podemos nos tornar mais fortes com nossas experiências. Mas, lembremos de cultivar os encantos e nos deleitar com as belezas em nossas vidas. Isso mantem e nutre nossa essência com as maravilhas.

Somos seres maravilhosos em essência.

Assim, apóie-se nas pedras do caminho para subir e encontrará a brisa. Renove-se com a brisa. Encontre a luz em cada novo amanhecer. Exponha-se à luz que descobrir e alimente-se dela, para refleti-la em cada manifestação sua.

O universo é generoso e só se ilumina mais ainda a cada centelha de luz partilhada.

Isabel Amaral Martins
Bióloga, mestre e doutora em neurociências
Pesquisadora em comportamento e interações sociais.
(artigo publicado na revista Novos Rumos: Ciência & Saúde, edição de junho. http://www.portalnovosrumos.com.br/)